Como Configurar VPN L2TP/IPSec no Roteador Mikrotik Passo a Passo

Aprenda a configurar um servidor VPN L2TP com criptografia IPSec no seu roteador Mikrotik através de um guia passo a passo.

Vantagens de criar um servidor VPN L2TP/IPSec no Roteador Mikrotik
Dica DomineTec: O Mikrotik é uma ferramenta profissional de rede. Para segurança e configuração simples no celular, confira também como gerenciar vpn com ip estático no android.
A configuração de um servidor VPN L2TP/IPSec no roteador Mikrotik oferece uma série de benefícios significativos. Primeiro, a VPN permite que os usuários acessem a rede local de forma segura, mesmo quando estão em locais remotos. Isso é especialmente útil para empresas que precisam garantir que seus funcionários possam acessar recursos internos com segurança. Além disso, o L2TP em combinação com IPSec proporciona uma camada adicional de segurança, já que os dados são criptografados durante a transmissão, protegendo informações sensíveis contra interceptações.
Outras vantagens incluem:
- Facilidade de configuração: O RouterOS do Mikrotik é intuitivo e facilita a configuração de serviços VPN.
- Compatibilidade: O L2TP é amplamente suportado em diversos dispositivos, incluindo Windows, macOS, iOS e Android.
- Gestão de usuários: O Mikrotik permite gerenciar facilmente as credenciais dos usuários e suas permissões de acesso.
- Redução de custos: Utilizar uma VPN pode eliminar a necessidade de soluções de rede mais caras, mantendo a segurança e a eficiência.

Acessando o Mikrotik via WinBox e ativando o serviço L2TP Server
| Porta de Rede | Protocolo | Função Técnica |
|---|---|---|
| 1701 | UDP | Tráfego do Servidor L2TP |
| 500 | UDP | Troca de Chaves de Segurança ISAKMP (IPSec) |
| 4500 | UDP | IPSec NAT-Traversal (NAT-T) |
Para iniciar a configuração da VPN L2TP no seu roteador Mikrotik, você precisará acessar o dispositivo através do WinBox, que é a ferramenta de gerenciamento gráfico do RouterOS. Siga estes passos:
- Baixe e instale o WinBox em seu computador.
- Conecte seu computador à rede do Mikrotik.
- Abra o WinBox e clique em "Neighbors" para localizar o seu roteador Mikrotik na rede.
- Selecione seu roteador e clique em "Connect".
Uma vez conectado, você estará na interface do RouterOS. Agora, siga os seguintes passos para ativar o serviço L2TP Server:
- No menu à esquerda, navegue até "PPP".
- Selecione a aba "L2TP Server".
- Clique em "Enabled" para ativar o servidor L2TP.
- Certifique-se de que a opção "Use IPsec" está marcada.
Após essas configurações, você verá uma notificação indicando que o servidor L2TP foi ativado com sucesso.

Configurando a criptografia IPSec e gerando o Pre-Shared Key
A próxima etapa envolve a configuração da criptografia IPSec, que é crucial para garantir a segurança da sua conexão VPN. Para isso, você precisará gerar uma chave pré-compartilhada (Pre-Shared Key - PSK). Veja como fazer:
- No menu principal do WinBox, vá até "IP" e clique em "IPsec".
- Selecione a aba "Proposals" e clique em "+" para adicionar uma nova proposta.
- Defina as seguintes configurações:
- Name: IPSec-Proposal
- Auth. Algorithm: sha1
- Encryption Algorithm: aes-128, aes-192, aes-256
- Lifetime: 1h
- Clique em "OK" para salvar a proposta.
- Agora, vá para a aba "Peers" e clique em "+". Defina as seguintes configurações:
- Address: 0.0.0.0/0
- Port: 500
- Auth. Method: pre-shared-key
- Secret: insira uma chave forte e segura
- Exchange Mode: main
- Send Initial Contact: yes
- Clique em "OK" para salvar.
Com isso, você configurou com sucesso a criptografia IPSec e gerou a chave pré-compartilhada que será usada pelos clientes VPN ao se conectar.

Criando perfis PPP (PPP Profiles) e segredos dos usuários (PPP Secrets)
Agora que o servidor L2TP e a criptografia IPSec estão configurados, você precisa criar perfis PPP e segredos dos usuários. Isso permitirá que os usuários se conectem à VPN com suas credenciais. Siga os passos abaixo:
- No menu "PPP", clique na aba "Profiles".
- Clique em "+" para adicionar um novo perfil e configure:
- Name: L2TP-Profile
- Local Address: insira o IP do servidor VPN (por exemplo, 192.168.88.1)
- Remote Address: insira uma faixa de IPs para os clientes (ex: 192.168.88.2-192.168.88.10)
- Clique em "OK" para salvar o perfil.
- Agora, vá para a aba "Secrets" e clique em "+". Adicione um novo segredo de usuário:
- Name: insira o nome do usuário
- Password: insira uma senha segura
- Profile: selecione o perfil que você criou anteriormente (L2TP-Profile)
- Clique em "OK" para salvar o segredo do usuário.
Repita o processo para cada usuário que precisará se conectar à VPN. Desta forma, você terá um controle completo sobre quem pode acessar a rede.

Regras de Firewall necessárias para permitir tráfego IPSec/L2TP no RouterOS
A última etapa para completar a configuração do servidor VPN L2TP/IPSec no Mikrotik é garantir que as regras de firewall estejam configuradas corretamente para permitir o tráfego necessário. Siga as instruções abaixo:
- Vá para o menu "IP" e clique em "Firewall".
- Selecione a aba "Filter Rules" e clique em "+" para adicionar uma nova regra.
- Configure a regra para permitir o tráfego UDP na porta 500 (para IPSec):
- Chain: input
- Protocol: 17 (UDP)
- Dst. Port: 500
- Action: accept
- Clique em "OK" para salvar a regra.
- Adicione outra regra para permitir o tráfego UDP na porta 4500:
- Chain: input
- Protocol: 17 (UDP)
- Dst. Port: 4500
- Action: accept
- Clique em "OK" para salvar.
- Adicione uma regra para permitir o tráfego L2TP na porta 1701:
- Chain: input
- Protocol: 17 (UDP)
- Dst. Port: 1701
- Action: accept
- Clique em "OK" para salvar.
Por fim, é recomendável adicionar regras que rejeitem tráfego não autorizado, garantindo que somente conexões estabelecidas e relacionadas sejam permitidas. Isso pode ser feito através da criação de uma regra de drop no final da lista de regras de firewall.
Testando a Conexão VPN
Após a configuração, é essencial testar a conexão VPN. Para isso, siga os passos abaixo:
- Em um dispositivo remoto (como um laptop ou smartphone), configure a conexão VPN usando as credenciais criadas.
- Certifique-se de usar o protocolo L2TP e a chave pré-compartilhada que você definiu.
- Conecte-se e verifique se a conexão é estabelecida com sucesso.
- Teste o acesso a recursos internos da rede para garantir que tudo está funcionando como esperado.
Considerações Finais
A configuração de um servidor VPN L2TP/IPSec no Mikrotik é uma maneira eficaz de garantir conexões seguras e remotas à sua rede local. Com as etapas detalhadas acima, você pode implementar essa solução de forma eficiente e segura. Lembre-se de monitorar regularmente a atividade da VPN e atualizar as credenciais conforme necessário para manter a segurança da rede.
Com a crescente necessidade de segurança em ambientes de trabalho remoto e o aumento do tráfego de dados, investir em uma configuração de VPN é uma decisão inteligente para qualquer organização que valorize a segurança e a acessibilidade de sua rede.
Configuração Avançada do Servidor L2TP no MikroTik
A configuração de um servidor L2TP no MikroTik requer uma atenção especial aos parâmetros de segurança e às configurações de rede. Ao configurar o servidor, é fundamental garantir que o MikroTik esteja preparado para lidar com as conexões L2TP corretamente, o que inclui a configuração adequada do IP e das políticas de roteamento.
Primeiro, você deve garantir que o serviço L2TP esteja habilitado. No MikroTik, isso pode ser feito através do menu "PPP". Navegue até "PPP" e selecione a aba "Interfaces". Clique em "Add" e selecione "L2TP Server". Aqui, você deve habilitar a interface L2TP, o que permitirá que ela escute as solicitações de conexão.
Em seguida, configure as opções de IP. É essencial que o MikroTik tenha um pool de endereços IP disponíveis para os clientes L2TP. Isso pode ser feito navegando até "IP" > "Pool" e criando um novo pool, por exemplo, "l2tp-pool". Defina um intervalo de endereços, como 192.168.88.10 até 192.168.88.50, e assegure-se de que esse intervalo não conflite com outros dispositivos na rede.
Depois de criar o pool, associe-o ao servidor L2TP. Na aba "PPP", clique em "Secrets" e adicione um novo segredo, que será o usuário que se conectará ao servidor. Defina um nome de usuário e uma senha, e vincule o segredo ao pool de IP que você criou anteriormente. Por exemplo, se o nome de usuário for "usuario1", o segredo pode ser "senha123", e você deve selecionar o pool "l2tp-pool" para o campo de "Remote Address".
Além disso, é importante configurar o MikroTik para permitir que o tráfego L2TP atravesse o firewall. A porta padrão para L2TP é a 1701, e a configuração do firewall deve permitir que esse tráfego entre e saia do MikroTik. Para isso, vá até "IP" > "Firewall" > "Filter Rules" e adicione uma nova regra de entrada que permita o tráfego na porta 1701.
Outro ponto crucial é a configuração do IPsec, que é frequentemente utilizado para garantir a segurança das conexões L2TP. Para habilitar o IPsec, você precisará criar uma nova política IPsec no MikroTik. Acesse "IP" > "IPsec" e configure a política, definindo a "Action" para "encrypt" e selecionando o protocolo "esp". Certifique-se de que as configurações de "Proposal" estejam adequadas, utilizando, por exemplo, AES-256 para criptografia.
Por fim, teste a conexão L2TP utilizando um cliente compatível, como o Windows ou um dispositivo Android. Certifique-se de que o cliente esteja configurado para usar L2TP com IPsec, e insira o endereço IP público do MikroTik, junto com o nome de usuário e senha que você criou. Ao conectar, verifique se o endereço IP do cliente corresponde ao pool que você definiu. Isso garantirá que todo o tráfego esteja sendo roteado corretamente através do servidor L2TP.
Políticas de Roteamento e Segurança em Redes L2TP
As políticas de roteamento e segurança são componentes essenciais para garantir a integridade e a eficiência das conexões L2TP em um ambiente de rede. Quando se trata de L2TP, as políticas de roteamento podem ajudar a assegurar que o tráfego seja encaminhado corretamente, enquanto as práticas de segurança garantem que os dados estejam protegidos durante a transmissão.
Primeiramente, é importante entender como o MikroTik lida com as rotas. A configuração de rotas está disponível em "IP" > "Routes". Aqui, você deve adicionar rotas específicas para os sub-redes que precisam ser acessadas pelos clientes L2TP. Por exemplo, se você deseja que os clientes acessem uma sub-rede específica, como 192.168.1.0/24, você deve adicionar uma rota para essa sub-rede, definindo o gateway como o endereço IP do MikroTik. Isso permitirá que o tráfego dos clientes conectados ao L2TP seja direcionado corretamente.
Além das rotas, você deve considerar a implementação de políticas de firewall adicionais. As regras de firewall não apenas permitem ou bloqueiam o tráfego, mas também podem ser utilizadas para monitorar e controlar o acesso à rede. Em "IP" > "Firewall", você pode criar regras que limitem o acesso a determinados serviços ou endereços IP. Por exemplo, você pode querer bloquear o acesso a serviços de streaming enquanto estiver conectado ao L2TP, garantindo que a largura de banda seja utilizada de forma mais eficiente.
Em relação à segurança, é crucial implementar autenticação forte e criptografia. O uso de protocolos como IPsec, conforme discutido anteriormente, é uma prática recomendada para proteger dados em trânsito. Além disso, considere a utilização de autenticação de dois fatores (2FA) para a autenticação de usuários. Isso pode ser feito através da integração de um serviço de autenticação externo, garantindo que mesmo que as credenciais de um usuário sejam comprometidas, o acesso não autorizado ainda seja dificultado.
Outra prática importante é manter o MikroTik sempre atualizado. As atualizações de firmware frequentemente incluem correções de segurança e melhorias de desempenho, o que pode ajudar a proteger sua rede contra vulnerabilidades conhecidas. Verifique regularmente as atualizações disponíveis e aplique-as conforme necessário.
Por último, monitore o tráfego e as conexões ativas de perto. O MikroTik oferece ferramentas de monitoramento que permitem que você visualize as conexões ativas e o tráfego que está passando pelo servidor L2TP. Isso pode ajudar a identificar atividades suspeitas e a tomar medidas rápidas para mitigar possíveis ameaças. Utilize a aba "Active Connections" em "PPP" para visualizar as conexões L2TP em tempo real e verificar se estão dentro do esperado.
Configuração de Políticas de Roteamento para VPN L2TP
Após a configuração básica da VPN L2TP no Mikrotik, é essencial implementar políticas de roteamento adequadas para garantir que o tráfego seja dirigido corretamente através da VPN. Para isso, você deve primeiro definir quais endereços IP ou sub-redes devem ser roteados através da conexão VPN. Utilize o comando /ip route para adicionar rotas específicas. Por exemplo, se você deseja que todo o tráfego para a sub-rede 192.168.1.0/24 passe pela VPN, adicione a seguinte rota:
/ip route add dst-address=192.168.1.0/24 gateway=
Além disso, é fundamental garantir que a tabela de roteamento esteja correta e que as rotas estejam ativas. Você pode verificar o status das rotas utilizando o comando /ip route print. Caso haja problemas de conectividade, utilize ferramentas de diagnóstico como ping e traceroute para identificar onde o tráfego pode estar sendo bloqueado.
Parâmetros de Segurança e Configurações de Firewall
Para proteger sua configuração de VPN L2TP, é crucial implementar regras de firewall eficazes no Mikrotik. Comece garantindo que as portas necessárias estejam abertas. O L2TP utiliza as portas UDP 1701, 500 e 4500. Você pode habilitar o tráfego nessas portas com as seguintes regras:
/ip firewall filter add chain=input protocol=udp port=1701,500,4500 action=accept
Além disso, recomenda-se usar IPsec para criptografar os dados transmitidos pela VPN. Para isso, crie políticas IPsec que especifiquem o tipo de criptografia e autenticação. Um exemplo de configuração de IPsec pode incluir:
/ip ipsec proposal add name=ipsec-proposal auth-algorithms=sha1 enc-algorithms=aes-256-cbc
Por último, sempre mantenha o firmware do Mikrotik atualizado para garantir que você tenha as últimas correções de segurança e melhorias de desempenho. A segurança de uma VPN não termina na configuração inicial; é um processo contínuo que requer monitoramento e ajustes regulares.
Recursos Adicionais e Links Recomendados
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